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Dinamização da criação de cluster eólico em Portugal

Em 2003 existiam em Portugal apenas 194MW de potência eólica instalados face a um objectivo de atingir 3.750MW em 2010. Este crescimento exponencial das energias renováveis em Portugal implicava investimentos globais superiores a 5 mil milhões de euros até 2010.

Aproveitando o concurso para a atribuição de licenças para a produção de energia eólica que ocorreu em 2003, a INTELI propôs o desenvolvimento de um cluster industrial associada aos equipamentos para produção de energia eólica.

A oportunidade identificada para a criação de um cluster justificava-se não só pela dimensão do mercado e pelo volume de investimento esperado mas também pelas características da indústria nacional, com importantes competências em áreas como os compósitos, a electromecânica, a electrónica ou a metalomecânica, e pelo pioneirismo de Portugal neste domínio.

Em resultado das propostas e dos estudos efectuados, a INTELI colaborou em 2003/2004 com o Ministério da Economia na concepção do modelo para a atribuição de licenças para a construção de parques eólicos.

Deste trabalho resultou o lançamento do concurso para promoção de desenvolvimento industrial associado à construção dos parques eólicos que adoptou as regras propostas pela INTELI.O concurso seria dividido em três fases.

No final de 2007 foi inaugurado, em Viana do Castelo, uma fábrica de pás de rotor, a primeira de um "cluster" eólico que  envolve 1.200 postos de trabalho directos no concelho. As duas outras fábricas, uma de geradores e mecatrónica e a outra de torres de betão, integrarão o total das cinco unidades de produção previstas para a região. 

Estes investimentos são da responsabilidade do consórcio "Eólicas de Portugal", de que faz parte a Energias de Portugal - EDP, Finerge, Generge, TP-Térmica Portuguesa e a Enercon, e que foi o vencedor do concurso para a instalação de 1.200 megawatts de potência eólica. Para além das fábricas de Viana do Castelo, o consórcio tem projectada a construção de raiz de mais duas unidades, uma de secções metálicas para torres de betão, em Sever do Vouga, e outra de armaduras de ferro, em Braga.

O investimento total deste "cluster" eólico do consórcio "Eólicas de Portugal" ronda os 1.750 milhões de euros, e pretende criar, até 2011, cerca de 1.800 postos de trabalho directos.

Descrição

A INTELI induziu a criação de uma fileira industrial associada ao investimento em parques eólicos através da participação no desenvolvimento de um "Sistema de Indicadores e Critérios de Avaliação de Propostas" no âmbito do "Concurso para a Atribuição de Capacidade de Injecção de Potência na Rede do SEP e Pontos de Recepção Associados para Energia Eléctrica Produzida em Centrais Eólicas" lançado pela Direcção Geral de Geologia e Energia em 2005.

Resultados

  • Desenvolvimento de uma cadeia de abastecimento nacional associada à produção de equipamentos para energia eólica, integrando dezenas de fornecedores nacionais nas cadeias de abastecimento dos grandes fabricantes de equipamento a nível internacional.

  • Investimentos em novas unidades industriais superiores a 290 milhões de euros

  • Criação de mais de 3.000 novos postos de trabalho na indústria

  • Criação de um fundo de inovação para novas energias no valor de 70 milhões de euros

 

  

    "O sector da energia eólica tornou-se, assim, num sector industrial em forte evolução e onde as inovações tecnológicas produzidas para a resolução de problemas específicos desta indústria, induzem externalidades positivas em outros sectores como a engenharia aeronáutica ou engenharia de materiais."

in Público : 9 de Setembro de 2003